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[271] diagnóstico da personalidade... keep it simple

24.7.05


You are elegant, withdrawn, and brilliant. Your mind is a weapon, able to solve any puzzle. You are also great at poking holes in arguments and common beliefs. For you, comfort and calm are very important. You tend to thrive on your own and shrug off most affection. You prefer to protect your emotions and stay strong.

The World's Shortest Personality Test

[270] quero uma tarde assim

19.7.05
(steve thoms, off for a stroll)


a pasteleira na berma da estrada os ciprestes como vultos a protegerem o suave abandono dos amantes

[269] quero uma alvorada assim

(steve thoms, poppy field)

levantou os olhos . viu três homens de pé. saiu da tenda e correu ao seu encontro.

[268] quero uma manhã assim...


(steve thoms, field of red and gold)

passar junto ao carvalho, seguir pelo carreiro e entrar na casa de telhado vermelho. subir às águas-furtadas, enquanto as escadas de madeira rechinam. e de mão dada contigo. deitarmo-nos a olhar pela janela indecisos se beber do azul do céu ou verter papoilas do olhar


[267] hoje apetece-me citar isto

17.7.05
a luta contra a tirania, aspecto central da liberdade de palavra e de pensamento, é uma ilusão se o cidadão não aprende a identificar e a distinguir, nas informações que todos os dias bombardeiam olhos e ouvidos, quais os jogos de interesse a que obedecem ou, pelo menos, como são ordenadas, governadas, deformadas

(raoul vaneigem, rien n'est sacré, tout peut se dire, éditions la découverte , paris, 2003)

[266] evidências que fazem sorrir ...

... o silêncio evita doenças ...

[265] material para férias...


1 romance, o meu romance; uma máquina fotográfica digital; a minha moleskine tipo livro de mercearia; o último livro do u. eco...

[264] sinais quase imperceptíveis...


... de um certo envelhecimento: ontem, pela primeira vez na vida não me besuntei de bronzeador, mas de protector solar (nível 15!!).

[263]



As citações são os meus únicos faróis no nevoeiro.

(u. eco, a misteriosa chama da rainha loana)

[262] um exercício de esperança para as férias

15.7.05
Dedicar duas horas à revisão/avaliação existencial daquilo que vivemos ao longo destes últimos meses, reconhecendo o que é importante na nossa vida. A postura de fundo é de agradecimento contemplativo pelo que a vida nos tem proporcionado.
1. Antes de mais, é necessário observar algumas condições gerais que dêem um certo contexto de serenidade à realização do exercício: escolher um local calmo e silencioso; reservar o tempo necessário para iniciar e concluir o exercício sem pressa; o exercício pode ser feito a caminhar ao longo de um rio ou na serra, sentado numa esplanada ou deitado na praia (desde que não se adormeça!).

2. O exercício consiste em três movimentos: reconhecer as coordenadas visíveis e invisíveis da própria vida; dar significado às nossas experiências; agradecer.

3. Vamos então em busca das coordenadas visíveis que orientaram a nossa vida nos últimos tempos.
No âmbito profissional: como está a minha situação profissional? Há progressão ou estagnação (não necessariamente em termos de carreira, mas, sobretudo, ao nível das competências e das capacidades)? Considero-me justamente remunerado? Posso fazer alguma coisa a respeito? Consigo equilibrar e harmonizar o trabalho com as outras áreas da minha vida e com o tempo livre?
No âmbito relacional: tenho feito novos amigos? Perdi alguns? Quais são os meus relacionamentos que precisam de ser repensados, renovados, abandonados, aprofundados? Dou e recebo de maneira equilibrada?
No âmbito afectivo/familiar: a relação com o/a companheiro/a está mais íntima ou mais afastada? Ainda há um projecto em comum que nos anima? Precisamos de dar um novo impulso à nossa relação? Como? Com os filhos, sinto-me atento ao seu desenvolvimento e procuro criar uma relação educativa que contemple o afecto, a orientação e a liberdade?
Na área do empenhamento social: sou activo e participo em actividades em prol da comunidade e da sociedade civil? Ou limito-me a criticar e a lamentar-me do país em que vivo? Sinto que tenho uma palavra a dizer na mudança do estado das coisas?
Na área da espiritualidade: que papel desempenha a espiritualidade na minha vida? É um adereço folclórico ou informa os vários âmbitos da minha vida no dia a dia e motiva-me a ser uma pessoa melhor, mais activa e lúcida?

4. A nossa experiência também é feita de coordenadas invisíveis. Neste exercício é bom que indaguemos as motivações de tudo o que fazemos. Porque faço o que faço nos vários âmbitos atrás descritos? Porque me levanto para ir trabalhar? Qual o projecto que anima a minha vida? Que sentido tenho procurado dar à minha vida?
5. Por fim, seria bom dar um título ou atribuir uma metáfora que resuma e sintetize o que vivemos nestes últimos tempos e a experiência feita. Alguns exemplos: «2005, o ano em que nada aconteceu»; «Obrigado»; «O regresso da formiga: trabalho, trabalho, trabalho»; «As aventuras de um umbigo: eu, eu, eu»; «Ano a jacto: passou tudo demasiado rapidamente»; «Sim à vida», «Sim à liberdade e ao compromisso», «A minha vida actual: um deserto orvalhado de esperança», etc.
7. Atenção: o exercício exige um não decidido ao pessimismo e à crítica gratuita e um sim igualmente decidido à esperança e ao desejo de crescer.



(pinturas de Carl Frederic Aagaard: Pergola in Amalfi; View to The Amalfi Coast; Lodge on Lake Como)

[261] na oriente

estação do oriente
o vento bordeja
vozes estrangeiras
misturadas

autocarros vazios
o romeno berra ao telefone
e à minha frente
a família chinesa conversa
composta
nos seus olhos amendoados

não há filas de carros
estão a caminho das praias

um cão arqueja sob as arcadas
sem saber que hora é
ou o dia em que está

quando ergue a venta
observa o destino de quem passa
mas não encontra que farejar

é um cão
na oriente
nesta lisboa sem par.

[260] ninho de fogo








se tiveres de olhar
por este ninho de fogo
que agora arrefece


sabe que foi coração
que fustigaste
com o vento polar
da tua palavra

[259] homenagem toponímica à portuguesa

Algures no Parque Industrial do Feijó, uma excelente sinergia entre cultura, toponímica e natureza (fotos de Augusto Oliveira)





[258] recordações da carnes

10.7.05

manhã de domingo. de carro em direcção à estação do oriente. na rádio ouve-se a kim. a kim é carnes. é uma das mulheres encantadoras que povoaram a minha adolescência. E ela a louvar os bette davis eyes e eu a louvar as carnes da kim.


Her hair is Harlow gold Her lips a sweet surprise Her hands are never cold She's got Bette Davis eyes She'll turn her music on you You won't have to think twice She's pure as New York snow She's got Bette Davis eyes


And she'll tease you She'll unease you All the better just to please you She's precociousand she knows just what it takest o make a pro blush She's got Greta Garbo's stand-off sighs She's got Bette Davis eyes She'll let you take her home It whets her appetite She'll lay you on her throne She's got Bette Davis eyes

She'll take a tumble on you Roll you like you were dice Until you come up blueS he's got Bette Davis eyes She'll expose you when she snows you Off your feet with the crumbs she throws you She's ferocious and she knows just what it takes to make a pro blush All the boys think she's a spy She's got Bette Davis eyes

[257] sugestões para o estio que passa

Um CD. Pela frescura que emana, por ser de quem é e pela beleza que cria em tudo o que toca, literalmente, sugiro que nestas férias se ouça o último CD de Brian Eno, Another day on earth. É bom quando alguém nos recorda que cada dia que passa é mais um dia na terra. Dá-nos a sensação do caminho percorrido e do que ainda falta percorrer. Não só on earth.




Um LUGAR. A música de Eno também pode servir de banda sonora ao périplo que sugiro pela serra de S. Mamede: sobretudo, Castelo de Vide e Marvão. É um Alentejo alto, alcantilado e sempre caiado. De casas engastadas na crista dos montes e gente afável. Se, ao entardecer, conseguir ouvir Caught between (a 5ª música do CD) enquanto vai de carro pela N 246-1 (a meio caminho entre as duas vilas) e se depara com o troço ladeado de árvores de tronco caiado, considere a possibilidade de se sentir invadido por grande serenidade.



Um LIVRO. Alain de Botton, A arte de viajar, Lisboa, Dom Quixote, 2004. Por nos ensinar como se viaja e como se olha para o que nos rodeia. O capítulo sobre a posse da beleza (VII) é estimulante. Alain sugere-nos um possível lema para as nossas férias: «que não sejam para matar o tempo ou para se distrair, mas umas férias no rasto da beleza e com vagar» (pág. 216).

[256] intolerância aos famosos

4.7.05
Hoje encontrei à saída de sua casa a jornalista Manuela Moura Guedes. Ia pouco à vontade no seu TT. Parei para deixar que a intérprete do «foram cardos foram prosas» fizesse inversão de marcha, manobra que executou no limite das calmas. Tive de a seguir, involuntariamente, durante uma parte do trajecto: pois bem, a apresentadora do Jornal Nacional da TVI nem sequer me presenteou com um pisca que fosse aquando das numerosas mudanças de direcção que efectuou. Se fosse uma ilustre desconhecida tê-la-ia brindado com uma buzinadela, mas como é uma famosa conhecida tem direito a um post no Cuidado de si.

[255] ... com um só dos teus olhares

2.7.05
Gerald Appel


minha amada,
eu comparo-te
à égua atrelada ao carro do faraó
que beleza as tuas faces entre os brincos,
o teu pescoço, com colares
faremos para ti brincos de ouro
cravejados de prata

[...]

como és bela, minha amada,
como és bela...
são pombas
os teus olhos escondidos sob o véu
o teu cabelo... um rebanho de cabras
ondulando nas encostas de galaad
os teus dentes... um rebanho tosquiado
subindo após o banho,
cada ovelha com seus gémeos,
nenhuma delas sem cria
os teus lábios são fita vermelha,
a tua fala melodiosa
metades de romãs são teus seios
mergulhados sob o véu

[...]

os teus seios são dois filhotes,
filhos gémeos de gazela,
pastando entre açucenas

[...]

roubaste o meu coração
com um só dos teus olhares

(cântico dos cânticos)

[254] escutar o vento



toda a noite escutei o vento
de suão na colina

[253] o naufrágio me é doce neste mar

(Albert Dreher)


Sempre caro me foi este ermo outeiro,
e esta espessura, que por tanta parte
do mais longe horizonte o ver me impede.
Mas sentado e olhando, intermináveis
espaços além dela, sobrehumanos
silêncios, e fundíssima quietude
na mente eu imagino; até que quase
o coração se assusta. E quando o vento
ouço bulir entre as ramagens, esse
infinito silêncio a esta voz
vou comparando: e considero o eterno,
mais as mortas idades, e a presente
e viva, e sua voz. Assim entre esta
imensidade o meu pensar soçobra:
e o naufrágio me é doce neste mar.



(giacomo leopardi, o infinito in mesa de amigos,
numa versão de pedro da silveira)

[252] matutino

(kimberly poloson )


bendito és tu, senhor, nosso Deus,
rei do mundo, que deste ao galo
o discernimento para distinguir
o dia da noite

(tefillah shaharit)



[251] é bom fazer experiências

1.7.05

[250] se acordássemos...




Thinking of a world and the light of the sun
And all the many lives that were ever begun,
Ever begun.

Our little world turning in the blue
As each day goes there's another one new,
Another one new.

How many people will we feed today,
How many lips will we kiss today,
If we wake up?

How many worlds will we ever see,
And how people can we ever be,
If we wake up?

Thinking of a world in the light of the sun
And all the many lives that were ever begun,
Ever begun.



(imagem e letra by brian eno)

[249] em silêncio



veio com o silêncio das coisas boas. muito boas.
terá sido parido ao raiar do verbo,
no desabrochar da palavra. é mais que música.
é beleza. o novo de brian eno. mais um dia na terra.

[248] mais um dia na terra

é repetitiva. excessivamente repetitiva. mas nós apenas temos palavras pobres. para descrever o êxtase ou o inferno. e um dia que passa na terra. mais um. merece infinda repetição.


Just Another Day
Oh it's just another day,
It's just another day on Earth

Oh it's just another day,
Just another day,
It's just another day on Earth

Oh it's just another day on Earth
It's just another day on Earth

One day, we will put it all behind,
We'll say, that was just another time,
We'll say, that was just another day on Earth

We'll say, that was just another time,
One day, we will put it all behind,
We'll say, that was just another day on Earth

Just another day,
It's just another day,
Oh it's just another day on Earth
It's just another day on
Earth


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