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[314] ainda os incêndios de Coimbra...

29.8.05
Porque a memória e o recordar são instrumento de intervenção cívica, ao longo destes dias fui actualizando o post [309]: algumas ligações sobre os incêndios de Coimbra. Um obrigado aos blogues que têm contribuído com informações, comentários e fotos.

[313] As capoeiras da 2ª circular

27.8.05
Não sei o que é pior: se os frangos do Montijo ou os Galos de Barcelos!

[312] ... para refrescar a alma

Tandi Venter, The Way Home

[311] Leituras de verão

1. Casimiro de Brito (2005). O livro da quedas. Lisboa. Roma Editora.


Leio na tua boca ferida
pelo pó que trocámos
a luz da febre vivida e já dissolvida
no ar. A nada
pertenço nem coisa
alguma me pertence - sou um breve
coração despedaçado: um fio de viola
que se quebra
no ar não impede
a boca de cantar
antes de se perder
nos espelhos. As águas da manhã
retiram-se comigo;
vamos para o sul
com a chuva e com as tristes
folhas que se exilam nuas
das árvores
e do ar.


2. Valeria Parrella (2003). Mosca più balena. Roma. Minimum Fax.

3. Ennio Flaiano (200o; orig. 1947). Tempo di uccidere. Milão.

4. Erlend Loe (2005). Naïf.Super. Lisboa. Fenda.

5. Davide Cavagnero (2004). Noi due. Pádua. Meridiano Zero.


Em breve uma pequena recensão de cada obra.

[310] Parabéns...

26.8.05
ao Glória Fácil pelos dois anos de vida e ao Biblioteca de Babel, que festeja o seu primeiro aniversário. Continuação de boas bloguices.

[309] Algumas ligações sobre os incêndios de Coimbra

24.8.05
No Ponte Europa:várias fotos 1 e 2 .
No Porta Aviões: Ri-se, o fogo, ri-se.
No Educação Sentimental: o incêndio e o sobreiro.
No Política e House: É triste...
No Agrafo: o meu sobreiro (continuação).
No Piolho da Solum: Hoje não me apetece rir... e fotos (1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7).
No Sargaçal, sequência de fotos da CNN sobre o tema.
No A Aba de Heisenberg: fotos e testemunhos directos (1, 2 e 3) e fotos de satélite
No Biblioteca de Babel: 2 fotos
No As palavras, os sons e um mundo de sentidos: 3 fotos
No Alcatruz: foto de Vale de Canas
No A natureza do mal: comentários incisivos (1, 2, 3, e 4)
Aqui: os posts [302], [304] e [306]

Ver Coimbra a arder: aqui.
Ver o Verão Verde: blogue do projecto com o mesmo nome.
Aceitam-se mais citações.

[308] em Setembro: TAKK, sigur Rós ao vivo

Takk, «Obrigado», o mais recente trabalho dos Sigur Ros será apresentado no Coliseu dos Recreios a 20 de Novembro. Como «homem prevenido vale por dois» já cá moram dois tickets.


[307] o meu sporting...

que aflição! Nem sei como é que o João Camilo aguentou, aliás, não aguentou mesmo!

[306] desabafo estivo

23.8.05
Os telejornais multiplicaram-se hoje em notícias relatando e mostrando a chegada de mais meios aéreos de combate aos incêndios (os tais da ajuda pedida à UE). Houve até tempo para mostrar uma patética chegada de 22 bombeiros vindos da Madeira com tanto de Secretário de Estado a acolhê-los e a discursar. (Repare-se que o gesto da vinda dos 22, apesar de irrisório, é louvável. Só que o aproveitamento político é indesculpável!). O Governador Civil de Coimbra, em declarações à Sic Notícias refere com alarde que nunca como hoje se viu tanta concentração de meios e de pessoas nos incêndios de Coimbra.
Telefonei ao meu pai, homem simples e corajoso, que desde domingo de madrugada tem andado numa azáfama (ele e os moradores do bairro de S. Sebastião - e muitos outros por esse Portugal fora) para proteger bens e pessoas lá do bairro e ele disse-me que acaba de haver um reacendimento na Quinta da Maia, que foi prontamente debelado por populares e bombeiros, entretanto chamados a actuar. Falei-lhe das notícias que anunciavam a chegada de mais meios e pessoas e das palavras do Governador Civil. Respondeu-me: «Ainda bem, só que o problema é que esta merda já ardeu toda!»
É isso! Esta merda já ardeu toda.

[305] que nome dar aos bois?

ISTO chama-se:

1. indiferença
2. inconsciência
3. ou psicose?

Inconsciência pode ser: mas não há meio de comunicação que não tenha relatado e não continue a relatar a tragédia incendiárias destes dias. As pessoas têm consciência do que se está a passar!
Indiferença pode ser: mas trata-se de uma procissão ou de festas em honra de um qualquer patrono, logo os crentes que nela participam deveriam ser lúcidos o suficiente para não deitarem foguetes.
Psicose é que não: os protagonistas desta história não podem ser assim tão loucos! E as lágrimas e gritos que lançarem no dia em que o azar incendiário lhes bater à porta não poderá ser a cegueira histérica de quem prefere confiar na protecção de estátuas pagãs em vez de no bom-senso que a vida ensina.

[304] Como estará hoje?

22.8.05
Regresso a Coimbra em Setembro. Só então poderei certificar-me pessoalmente dos estragos do incêndio.
Estas fotos são as que disponho e retratam a encosta dos Tovins e da Fontinha (mesmo em frente a Volta do Barreiro, que já tinha ardido há cerca de dez anos) tal como estava até ontem.
Como estará hoje?
O verde cedeu espaço ao negrume, o ar fresco ao fedor a queimado, o que os olhos alcançavam com desejo é agora evitado com raiva?



[303] uma imagem vale mil palavras

No Corriere della Sera, uma imagem que vale mil palavras... tanto mais que qualquer notícia sobre Portugal é coisa rara na península itálica.

[302] em chamas e a saque

(foto: o piolho da solum)

Aquilo que se passou esta madrugada não foi «às portas de Coimbra»! Foi na cidade de Coimbra, na maior freguesia de Coimbra, Sto. António dos Olivais (quiçá, a maior de Portugal)! O que se vê na foto que postei em [297] esteve rodeado de chamas. O bairro de S. Sebastião, a Rua Brigadeiro Correia Cardoso, o Brejo, o Luzeiro, a calçado do Gato, a Nova Circular, a Casa do Sal, o Vale de Linhares, S. Romão, a Avenida Elíseo de Moura...
Um mar de chamas. E quem, como eu, ouve os relatos de familiares e amigos, não pode deixar de pensar em como é que o fogo lá chegou! Digo mais: ouviram-se alguns rebentamentos durante a madrugada nas zonas de Vale de Canas, do Dianteiro, da Cova d'ouro... (o que é que rebentava?).
E se a isto juntarmos que todas as ruas que acima mencionei são potencialmente edificáveis, sobretudo agora que existe uma Circular Nova...
Não sei se o país está só em chamas ou se também está a saque. Há quantos anos?

(foto: toca e foge)

[301] alguém tem uma «ignição por circunscrever» para a troca?

21.8.05
Continua o flagelo. Estou com a língua de fora de tão cansado de imagens de fogo, de população desesperada, de bombeiros impotentes, de meios escassos, de presidentes da câmara (e das juntas) a serem entrevistados, dos directos das TV's...

A bonomia de um senhor fardado, ontem num telejornal, que a cada referência aos «incêndios» por parte da jornalista que o entrevistava, candidamente retorquia com o asséptico «ignições». É isso mesmo, ontem foi dia de «42 ignições por circunscrever».

Leia-se também isto.

[300] Já está...

20.8.05
o JC aconselhou e não demorei muito a experimentar. Quando chegar ao fim, digo de minha justiça.

[299] mais um blogue...

19.8.05
... que encerra portas. E logo o Aviz... É pena. Felicidades para o FJV.

[298] a ler

18.8.05
- J.C., no Blue Everest: «ler, escrever»: também hei-de ter uma «125 azul»
- J.P.P., no Abrupto: «Um safari longe de mais»: sobre safaris e incêndios
- T.B.R., em a.estrada: «Iconoclastia»: sobre fé e ateísmo
- E., em Ali às voltas sempre... Aliás,voltas sempre : «Há uma mulher...»: por me comover

[297] nesta manhã de sombras

(bairro de s. sebastião - actualmente, rua antónio jardim, em coimbra - em meados do século passado)
I
a foto que me deste mãe é antiga de um tempo em que não nos pensavas
fala de seres criança - precisas de ser resgatada? - de caminhos de barro e calçadas estreitas

quem são os miúdos naquele magote anónimo de risos e embaraço
e aquelas casas brancas, que já morreram ou foram transformadas?

uma terra alinhada no cume um depósito de água ao fundo
três postes de electricidade - um deles o do bailarico -
a igreja de sto.antónio e a calçada do prior

ecos que irrompem do papel couché e se materializam na memória feliz e pobre do instante

onde estarão, agora, os homens e mulheres que ajudaram a rasgar os carreiros,
a caiar as paredes, a plantar os olivais?

onde está a vida consciente que trouxeram aonde só havia ausência e silêncio?

continuará nos que cá estão e nos que partindo sempre regressam de olhos embargados
e boca aberta em espanto e nostalgia?

II
não quero que esta memória se perca, nada do que aqui verti
- em jogos e lágrimas - seja vão
quero que me seja recordado donde vim do barro dos caminhos
dos postes a cheirar a pez do amor frágil que me rodeou
do que é ser quando ainda não se é.

III
as sombras que uma manhã projecta nas pessoas e nos objectos
o instante que capta o movimento imóvel a surpresa do homem de mãos nos bolsos
- o único a ser reconhecido, o esteves -
os telhados que presumo cor de telha o mármore dos condutores dos fios eléctricos
as chaminés por caiar as azeitas sem varejo
a vala por onde escorrem fétidos os dejectos humanos animais
os putos sem saberem que fazer
e aquela oliveira ao fundo do caminho velho ali onde também haverá um fontanário
ao dobrar do carreiro

tudo isto são objectos da infância coisas por dizer ecos por ouvir
se por aqui passares é isto que verás lentamente nesta manhã de sombras

(coimbra, 25 de julho de 2005)

[296] varrer sentimentos inoportunos

(walasse ting, face de menina)

os olhos pesam-me - o sinal
da aflição que te consome -
e não consigo libertar-me
como faz a mulher
da limpeza
ao sacudir o tapete

há no gesto um quê
despreocupado
e distante
um modo habitual
de varrer sentimentos
inoportunos

[295] ... viver a vida que imaginamos

(Charlie Bobo, Anatomy of a Dream)


Com a minha experiência aprendi pelo menos isto: se uma pessoa avançar confiantemente na direcção dos seus sonhos, se se esforçar por viver a vida que imaginou, há-de deparar com um êxito inesperado nas horas rotineiras. Há-de deixar para trás uma porção de coisas e atravessar uma fronteira invisível; leis novas, universais e mais abertas começarão por se estabelecer em redor e dentro dela; ou então, as leis velhas hão-de ser expandidas e interpretadas a seu favor num sentido mais liberal, e há-de viver com a aquiescência de uma ordem superior de seres. À medida que ela simplificar a sua vida, as leis do universo hão-de parecer-lhe menos complexas, a solidão deixará de ser solidão, a pobreza deixará de ser pobreza, a fraqueza deixará de ser fraqueza. Se construístes castelos no ar, não terá sido em vão esse vosso trabalho; porque eles estão onde deviam estar. Agora, por baixo, colocai os alicerces». [...] (H.D. Thoreau, Walden ou A vida nos bosques, Antígona, Lisboa, 1999, 351)

[294] ... dizei o que tendes a dizer, e não o que deveis dizer...

(a causa do poeta)


Nenhum aspecto que possamos dar a um assunto nos trará tanto proveito como a verdade. Só ela assenta bem. Porque na maioria dos acaso não estamos onde estamos, mas numa posição falsa. Devido a um desvio da nossa natureza, imaginamos uma situação e colocamo-nos dentro dela, e logo estamos em duas situações ao mesmo tempo, tornando-se duplamente difícil sair delas. Em momentos de lucidez encaramos apenas os factos, a situação que de facto existe. Dizei o que tendes a dizer, e não o que deveis dizer. Qualquer verade é melhor que o fingimento [...].
Por mais medíocre que seja a vossa vida, enfrentai-a e vivei-a; não a eviteis nem a injurieis. Ela não é tão aborrecida como vós o sois. Quanto mais ricos sois, mais pobre ela parece. Quem busca defeitos em tudo encontrará defeitos, até no paraíso. Amai a vossa vida, por pobre que seja [...] (H.D. Thoreau, Walden ou A vida nos bosques, Antígona, Lisboa, 1999, 355-356)

[293] é pena... mas

17.8.05
o Fora do Mundo acabou...

[292] ir. roger de taizé

16.8.05
um homem de paz, um homem de deus
(16 de agosto de 2005)

[291] ainda a OTA e o TGV

A ler:
- «Haja decoro»: artigo de Carlos Loureiro no Primeiro de Janeiro de hoje.

[290] em novembro, em portugal

[289] supertaça cândido de oliveira

13.8.05

Olegário Benquerença: 1 - Vitória de Setúbal: 0
Será um ano inesquecível para o referido árbitro: o 14º lugar no ranking dos árbitros da época passada foi o resultado de certos erros cometidos no Benfica-Porto. Esta época as coisas vão correr bem melhor.

[288] locus of control externo


Recebido de um leitor anónimo:

«Caro José Serra: Por fim, no fim das férias consigo vir à net para ler o blog que me deu um elan tao grande...afinal as férias tornaram a sua doce originalidade num realismo positivo mas pouco poético...por favor volte às suas raizes bloggianas do Cura di SE».


ah, não me queira sempre poético... deixe-me ser feio também,
e agreste e um pouco rude...

[287] reclamação

Sejam-me concedidos dois direitos:
o de pensar pela minha cabeça e
o de me deixar influenciar por quem quer que seja.

[286] também não serei convidado...


Via [AI DIA]:
«Os autores destes blogues não estão convidados para a inauguração do Aeroporto da OTA: Abrupto, Bloguítica. Blasfémias , Ciberjus , Von Freud , Grande Loja do Queijo Limiano, [ai-dia], A destreza das dúvidas , crackdown, ContraFactos & Argumentos , ' A Esquina do Rio , Almocreve das Petas, Um prego no sapato, ...bl-g- -x-st-, sorumbático, Portuense, ABnose, Portugal dos Pequeninos, Teoria da Suspiração, A Baixa do Porto, Minha Rica Casinha, Sombra ao Sol, Insustentável, Insustentável Leveza, Virtualidades , Blogdamarta, Adufe, Tela Abstracta, opinar, Abnegado, Cabo Raso, Bateria da Vitória, Foz, Tempo Suspenso, Galo Verde, Navio Negreiro, Entre Pedras, Palavras, Viver Bem na Alta de Lisboa, Faz Tudo, SEDE, Observador Cosmico, Nortadas, Piano, primadesblog, Pura Economia, Impertinencias, Nova Floresta, Acid Junk Food, Prova dos Nove, Quinta do sargaçal, O cacique, Cuidado de Si, My Guide to your Galaxy, Ideias Dispersas, Gatochy's blog, Congeminar, Verão Verde, Forum Comunitário, Ma-Schamba, Ecletico, Miniscente, o careto, iuris, 19 Meses Depois, o caricas, Lendas & Etcetera, A Arte da Fuga, Luminescências.
Nota: transcrição de um comentário anónimo colocado neste blogue.»

[285] em que país vive esta gente?

a negação continua...

[284] contraponto

A LER
- no Blue Everest: Ota e TGV, blogues e democracia.

[283] paternalismo

12.8.05

«Não se preocupe, senhor pm. Eu trato da casa enquanto estiver fora».
Mas quando regressar como será? Estará a nossa comunicação social à altura de uma boa recepção? Ou usará «dois peso e duas medidas».

[282] na bloguesfera

11.8.05
1. Il Blog di Beppe Grillo: «as cidades pós-modernas são bairros residenciais com piscina-ténis-escritórios-escolas-lojas-ginásio, tudo rigorosamente privado. O pública desaparece».

Ele que venha viver para Lisboa: coisas públicas (tais como ruídos de necessidades, sons íntimos, passos e gritaria dos vizinhos) é coisa que não falta nas casas desta cidade à beira-rio plantada.

[281] calamidade pública: sim ou não?

1. O mai considera que não há motivos para declarar o estado de calamidade pública nos concelhos mais atingidos pelos incêndios dos dias passados.
2. Os governadores civis consideram inútil declara o estado de calamidade pública nos concelhos mais atingidos pelos incêndios dos dias passados.

3. O governador civil de Leiria considera que não se pode «banalizar» o recurso ao estado de calamidade pública.
4. A associação de freguesias está indignada com o governador civil de Leiria, com os governadores civis e com o mai.

É tudo uma questão de rótulos (entenda-se €), mas entenda-se a mensagem : arderam casas, matas, mato, fábricas, povoações inteiras perpassadas a pente fino pelas chamas... mas podia ser pior, muito pior... as pessoas ficaram na miséria mas podia ser pior, muito pior... as imagens que se viram na televisão não deixaram dúvidas em ninguém, mas podia ser pior, muito pior...
Os nossos governantes são, por natureza, uns optimistas que fazem de tudo para curar o proverbial pessimismo dos governados. O problema é que a negação da realidade não é um defeito, mas uma defesa perigosa...

[280] MICRO-CAUSAS: o que valem

A iniciativa do ABRUPTO (cont.) recolhe frutos
«Para quem tenha dúvidas sobre o impacto dos blogues no debate público, leia os jornais de hoje, em particular o Público e o artigo do senhor Ministro das Obras Públicas no Diário Económico. Eles podem não querer admitir, por razões aliás bem pouco nobres, a quem se deve a origem de uma nova informação arrancada a ferros, - o estado dos estudos sobre a OTA e as obscuras razões porque não são divulgados em simultâneo com a decisão (essa já foi tomada, não foi?), - mas a verdade é impossível de esconder. Está hoje a estabelecer-se um novo standard de exigência para os governos: com as novas tecnologias e o alargamento que a Internet propícia para o debate público, não é mais possível manter a administração fechada, com tudo aquilo que não é matéria reservada fora do conhecimento de todos. Em tempo útil.Este escrutínio, que marca um ponto sem retorno, vai valer para a OTA, para o TGV, para todos os grandes projectos, para o que sabe dos incêndios, mas vai também esclarecer muitos aspectos pouco claros da governação até agora confortavelmente escondidos como "técnicos", como seja a actividade de empresas de consultadoria, escritórios de advogados, fornecedores de pareceres de todo o tipo. Há toda um negócio que vive do poder político, altamente discricionário, às vezes sério, mas também muitas vezes tão politizado nas suas decisões, tão dependentes de favores, tão sujeito á transumância de pessoas, encomendas, pareceres, lobis, na proporção directa da falta de escrutínio público. Ora é para aí que muito do poder político se tem deslocado, é para aí que os lobis dos grandes negócios se concentram numa mediação nem sempre transparente. É aí que reside muito do poder e da decisão política, e não na Assembleia, nem nos orgãos formais do estado e dos partidos.Foram os blogues que suscitaram a questão do "estado" dos estudos da OTA, e a exigência (que permanece) da sua publicitação em linha, a comunicação social tradicional veio atrás. Não há mal nenhum nisso, mesmo quando não o querem reconhecer. O que interessa é o debate público não a citação, que ainda é uma cultura escassa fora dos blogues. O que interessa é que se ajude a mudar o modo de fazer política em Portugal, do ponto de vista dos contribuintes e não do ponto de vista do estado, que é o que ainda domina o discurso da situação e da oposição tradicional, e muita da imprensa. Esta é uma genuína causa liberal, mesmo sem o rótulo. Liberal, de liberdade.
Estes setenta blogues Bloguítica. Blasfémias , Ciberjus , Von Freud , Grande Loja do Queijo Limiano, [ai-dia], A destreza das dúvidas , crackdown, ContraFactos & Argumentos , ' A Esquina do Rio , Almocreve das Petas, Um prego no sapato, ...bl-g- -x-st-, sorumbático, Portuense, ABnose, Portugal dos Pequeninos, Teoria da Suspiração, A Baixa do Porto, Minha Rica Casinha, Sombra ao Sol, Insustentável, Insustentável Leveza, Virtualidades , Blogdamarta, Adufe, Tela Abstracta, opinar, Abnegado, Cabo Raso, Bateria da Vitória, Foz, Tempo Suspenso, Galo Verde, Navio Negreiro, Entre Pedras, Palavras, Viver Bem na Alta de Lisboa, Faz Tudo, SEDE, Observador Cosmico, Nortadas, Piano, primadesblog, Pura Economia, Impertinencias, Nova Floresta, Acid Junk Food, Prova dos Nove, Quinta do sargaçal, O cacique, Cuidado de Si, My Guide to your Galaxy, Ideias Dispersas, Gatochy's blog, Congeminar, Verão Verde, Forum Comunitário, Ma-Schamba, Ecletico, Miniscente, o careto, iuris, 19 Meses Depois, o caricas, Lendas & Etcetera, A Arte da Fuga, Luminescências, Nevsky Prospekt, Outro Planeta, Abrupto e um jornal digital, o Portugal Diário contribuíram para esse novo standard. Talvez tenha sido este o valor desta causa.

*Mais vale tarde do que nunca: EPIA - Estudos Preliminares de Impacte Ambiental (OTA e Rio Frio). Falta o resto, mas este é o bom caminho».

[279] nunca mais chega

10.8.05
Ele acusou-me de viver sempre a pensar no dia seguinte e que assim eu perdia o sabor do hoje. Lembrei-me do Gilbert Bécaud e retorqui-lhe: «A pensar sempre no dia seguinte não... Eu já queria era estar em Setembro!»

(françoise persillon, setembro na provença)



Les oliviers baissent les bras
Les raisins rougissent du nez
Et le sable est devenu froid
Oh blanc soleil
Maitres baigneurs et saisonniers
Retournent à leurs vrais métiers
Et les santons seront sculptés
Avant Noël
C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage, tremblent sous l'ombre
D'un automne débronzé
C'est en septembre
Que l'on peut vivre pour de vrai
En été mon pays à moi
En été c'est n'importe quoi
Les caravanes le camping-gaz
Au grand soleil
La grande foire aux illusions
Les slips trop courts, les shorts trop longs
Les hollandaises et leurs melons
De cavaillon
C'est en septembre
Quand l'été remet ses souliers
Et que la plage est comme un ventre
Que personne n'a touché
C'est en septembre
Que mon pays peut respirer
Pays de mes jeunes années
Là où mon père est enterré
Mon école était chauffée
Au grand soleil
Au mois de mai, moi je m'en vais
Et je te laisse aux étrangers
Pour aller faire l'étranger moi-même
Sous d'autres ciels
Mais en septembre
Quand je reviens où je suis né
Et que ma plage me reconnaît
Ouvre des bras de fiancée
C'est en septembre
Que je me fais la bonne année
C'est en septembre
Que je m'endors sous l'olivier
(letra de Maurice Vidalin)

[278] espelhos e blogues

(a. romagnoli)

Ela disse-me que os blogues funcionam um pouco como espelhos: neles, os blogueadores miram-se, adulam-se, contorcem-se de «si mesmidade», permitem-se trejeitos de guedelha intelectual... Respondi-lhe que isso só acontecia nos blogues em que os blogueadores colocam a própria fotografia no cabeçalho.

[277] chuva... 12.38

9.8.05
sim, cuspidela elementar...

[276] chuva... 11.45

acalmia nos fogos? barragens a encher? ou tão somente cuspidela elementar?

[275] follow the arrow...

6.8.05

[274] a 15 de agosto: um single e um novo site




sigur rós

[273] em setembro se ouvirá: «obrigado»

[272] também estou curioso!

5.8.05
Apoio à iniciativa do ABRUPTO

MICRO-CAUSAS: PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?"
Respeito muito os signatários, mas há sociedades que valorizam mais a especulação e a análise, enquanto outras valorizam mais a busca de soluções."(Manuel Pinho, Diário Económico, 28-07-07)

«No Bloguítica. no Blasfémias , no Ciberjus , no Von Freud , na Grande Loja do Queijo Limiano, no [ai-dia], no A destreza das dúvidas , no crackdown, no ContraFactos & Argumentos , n' A Esquina do Rio , no Almocreve das Petas, no Um prego no sapato, no ...bl-g- -x-st-, no sorumbático, no Portuense, no ABnose, no Portugal dos Pequeninos, no Teoria da Suspiração, no A Baixa do Porto, na Minha Rica Casinha, no Sombra ao Sol, no Insustentável, na Insustentável Leveza, no Virtualidades , no Blogdamarta, no Adufe, na Tela Abstracta, no opinar, no Abnegado, no Cabo Raso, no Bateria da Vitória, na Foz, no Tempo Suspenso, no Galo Verde, no Navio Negreiro, no Entre Pedras, Palavras, no Viver Bem na Alta de Lisboa, no Faz Tudo, na SEDE, no Observador Cosmico, no Nortadas, no Piano, no primadesblog, no Pura Economia, no Impertinencias, no Nova Floresta, no Acid Junk Food, no Prova dos Nove, e noutros que não pude recensear, também se apoia esta divulgação.
Mostrando uma qualidade rara na blogosfera que é a persistência, não deixar cair uma pergunta e um pedido SFF mais que razoável, alguns blogues repetiram e vão repetir enquanto for necessário a mesma pergunta.
[...]
Vários blogues fazem uma pergunta certa: por que é que a comunicação social, não diz uma palavra sobre esta micro-causa, que não é preciso ter cursos de jornalismo para saber que é notícia? "Cinquenta blogues pedem (exigem, imploram, arrasam, etc.) divulgação na Internet dos estudos da OTA", dá notícia. "Movimento na blogosfera a favor da divulgação electrónica dos estudos da OTA", dá notícia, mesmo que seja só na secção dos Media. "Blogues exigem papéis", é um estilo também conhecido. "Porque é que não se divulgam os estudos da OTA?" dá editorial. "Mais transparência é preciso - reivindicam blogues” também se admite. Coisas bem menores já têm dado notícia, esta não.
Há quem interprete o silêncio com a vontade de proteger o governo. Talvez, nalguns casos será assim. Mas penso que a melhor resposta é outra, é por corporativismo no pior sentido. Os jornalistas acham que matérias deste tipo pertencem-lhes e sentem uma crescente competitividade nos blogues. (Dito isto tenho consciência de que o que escrevo ainda diminui mais a probabilidade de haver notícias, mas não precisam de citar o Abrupto sequer.) E a verdade é que nestes dias de férias tem sido nos blogues que tem circulado a melhor informação (falo de informação, dados, investigações fundadas, não de boatos) e análise de todo o espaço público sobre o que se está a passar, e não só sobre a OTA. De graça, sem grandes meios, sem redacções, sem enviados especiais».


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