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[353] boas festas

24.12.05
a caminho de coimbra, com a vera e o afonso, no nosso velhinho clio. malas aviadas, presentes na bagageira e uma gripe das valentes. tempo ainda para postar sobre o natal, antes de ir lavar o carro, verificar a pressão dos pneus e atestar o depósito. espera-nos, hoje, um almoço em família e uma merenda pré-natalícia com amigos queridos. o resto, logo à noite, é como a tradição. a quem passa por aqui: boas festas!

[352] estás aqui para ajoelhar...

[mark shields, caminho através da floresta]



Se viesses por aqui
seguindo qualquer caminho, partindo de qualquer lugar,
A qualquer hora ou em qualquer estação,
Seria sempre o mesmo: terias de te despir
Dos sentidos e da razão. Não estás aqui para verificar,
Instruir-te ou satisfazer a curiosidade
ou fazer um relatório. Estás aqui para ajoelhar
Onde a oração foi válida. E oração é mais
Do que uma sequência de palavras, é a ocupação consciente
Da mente orante, ou o som da voz que reza.

[t.s. eliot, little gidding, I, in Four Quartets]

[351] é a luz do mistério...

[correggio, natividade]


...
aquela que nos cega...

[350] e o que possuis é o que não possuis

7.12.05
[mark shields, mensageiro]


Tu dirás que repito
Algo que disse antes. Di-lo-ei de novo.
Devo dizê-lo de novo? Para chegares aí,
Para chegares ondes estás, para saíres de onde não estás,
Deves seguir por um caminho onde não há êxtase.
Para chegares ao que não sabes
Deves seguir por um caminho que é o da ignorância.
Para possuíres o que não possuis
Deves seguir pelo caminho da privação.
Para chegares ao que não és
deves seguir pelo caminho onde não estás.
E o que não sabes é a única coisa que sabes
E o que possuis é o que não possuis
E onde estás é onde não estás.

[t.s. eliot, east coker, III, in four quartets]

[349] em busca do real

5.12.05
[mark shields, artista]

Esmagado pelas aves que foram caindo
na noite escura
ando por aqui em busca do real
como se as palavras fossem lâmpadas do ser
e a música anunciasse um caminho
para a verdade. Mas as palavras estão nuas
como esqueletos
expostos à intempérie.

[casimiro de brito. livro das quedas]

[348] de me procurar

4.12.05

[mark shields, lamplight]

Logo que nasci
foi-me dada ordem
de me procurar.
Logo assim e aqui
não vou ter descanso
em nenhum lugar.


[natércia freire]

[347] arrumar a vida

[félix vallotton, mulher à procura num armário]

Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção...
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!

[álvaro de campos]

[346] azul é o céu

[c. soto, blue skies today]


Os negócios não os deixam descansar
de noite fazem contas de dia galopam
a sua vida é uma azáfama constante
desconhecem que sobre as suas casas o céu é azul


[autor: TAI FU KU - versão de j. sousa braga]

[345] o sopro que dá a vida

[baciar, mãos]


implorando o sopro do ser divino,
o sopro que dá a vida,
o sopro de muita idade,
o sopro das águas,
o sopro das sementes,
o sopro da fecundidade,
o sopro da abundância,
o sopro do poder,
o sopro da força,
o sopro de todas as espécies de sopro,
pedindo o teu sopro,
inspirando o seu sopro no calor do meu corpo,
incorporo o seu sopro
para que vivas sempre luminosamente.

[poemas ameríndios numa versão de h. hélder]


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