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[44] DOS RIOS (III): mario luzi


O rio está parado. Dormita –
essas malhas
dos seus vibrantes reflexos –
depõe
o dorso e a preguiça
nesse meridiano cintilar
de estrelas fátuas, moliços.
Mas não está feliz,
não se ri,
como parece
olhando seus raios e seus deslumbramentos
seu ócio
o nume.
Falta-lhe, rio,
a sua fluvialidade,
a alma, a ventura.
Ou pelo contrário é verdadeiro paz
para ele essa paciência
na quietude
e no êxtase
suprema concordância?

Edvard Münch, Plenilúnio
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