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[129] «E pode parar a qualquer momento».

(Frans Masereel)

Um dia há vida. Um homem, por exemplo, de perfeita saúde, nem sequer velho, nenhuma história de doenças. Tudo está como sempre esteve, como sempre estará. Ele passa de um dia a outro, não se ocupa de outra coisa senão dos seus assuntos, sonha apenas com a vida que tem à frente. E então, de súbito, acontece que há a morte. Um homem solta um pequeno suspiro, afunda-se na sua cadeira, e é a morte. O carácter súbito desse facto não deixa o menor espaço ao pensamento, não dá à mente a menor hipótese de procurar uma palavra capaz de a confortar. A única coisa com que ficamos é a morte, o irredutível facto da nossa própria mortalidade. A morte depois de uma longa doença, podemos aceitá-la com resignação. Mesmo a morte acidental, podemos imputá-la ao destino. Porém, o facto de um homem morrer sem nenhuma causa evidente, o facto de um homem morrer simplesmente porque é um homem, deixa-nos tão perto da invisível fronteira entre vida e morte que já não sabemos de que lado estamos. A vida converte-se em morte e é como se esta morte sempre tivesse sido dona e senhora desta vida. Morte sem aviso. O que é o mesmo que dizer: a vida pára. E pode parar a qualquer momento.
(Paul Auster. Inventar a solidão. Porto, Edições Asa).


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10:25 da tarde

¡Cuánta lectura atrasada! ¿No puedo engañarte con Michael Stype ni por un día? :)


Tan sólo decir de la imagen que me recuerda mucho a una dibujante de cómics iraní afincada en Francia... Ahora y a sé dónde se ha inspirado Marjane Satrapi.


Blue Thing    



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