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[221] sentimos


(Alfred Gockel, Blinding Light )

Um dos desconhecidos do nosso tempo é o sentimento. Equivocamo-nos ao julgarmos que o homem dos nossos dias vive dele. Quando muito, hoje, erigiu-se a emoção epidérmica ao cargo de guia do nosso agir. Talvez por contraponto a um frio racionalismo adultiforme, que caracterizou gerações anteriores. O sentimento, esse ignoto, permanece na sombra das nossas vivências, qual estrangeiro, ora como obstáculo à tomada de decisões «racionais» - diz-se -, ora como preconceito definidor de género ou de características da personalidade. A este estado de coisas chamou-se «analfabetismo emocional» ou, numa terminologia mais difícil, «iliteracia emocional».
A arte de cuidarmos de nós próprios tem de fazer o caminho inverso. Sugere-nos, antes de mais, que tomemos consciência de que sentimos. Um exercício muito simples facilita-nos a tarefa: verbalizar em voz alta o fluxo da nossa vida interior completando a frase «Neste momento, sinto... (tristeza, alegria, raiva, ternura...)». Mas não chega. É fundamental identificar, dar um nome, à emoção que sentimos, já que cada emoção veicula informação diferenciada. Se o leitor elaborar uma lista dos sentimentos e emoções que conhece, aprenderá a etiquetar o que vai sentindo, criando assim uma espécie de léxico do coração. O momento fulcral na gestão das emoções é o de as experimentarmos, ficando com elas, aceitando-as, dando-lhes as boas-vindas, independentemente de convidarem à aproximação (alegria, ternura...), ao afastamento (raiva, medo...) ou ao isolamento (tristeza...). Como as emoções são mensageiras que nos informam sobre o que se está a passar connosco quando interagimos com o mundo, com os outros e connosco próprios, é fundamental que lhes prestemos atenção.
O pequeno itinerário acabado de enunciar é apenas o primeiro passo da inteligência emocional. Outros passos se seguirão: a expressão, ou não, dos sentimentos (silenciar, explodir, ou exprimir adequadamente?) e, sobretudo, a integração do sentimento com a razão. Como diz A. Damásio «é perigoso pensar que as emoções decidem por nós [...], pensar que o aparelho das emoções e dos sentimentos é um aparelho automático, sem deliberação humana». E é precisamente nesta conjugação entre cabeça (razão) e coração (sentimento) que o nosso agir resulta criativo e plenamente humano. O canadiano L. Greenberg (psicoterapeuta fundador da Terapia Centrada nas Emoções) afirma que «a inteligência emocional implica que as nossas emoções nos mobilizem para a acção e que a nossa razão nos oriente no agir [...]».
Sendo certo que amiúde oscilamos entre o emocionalismo desenfreado (pensamos com o coração) e o racionalismo calculista (sentimos com a cabeça), o cuidado de si postula uma terceira via: a educação dos sentimentos. Mas a questão que aqui deixo a ressoar é: onde aprender esta arte e quem a ensinará? Estará a família preparada para favorecer esta aprendizagem? E a escola? E as inúmeras agências educativas e de socialização? Ou teremos todos de entrar em terapia para sabermos o que são as emoções e os sentimentos, como funcionam e o que podem fazer por nós?

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1:24 da tarde

Caro J.Serra
Obrigada!    



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