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[178] a imobilidade

(e. munch, manhã)

Ao contrário do que julga o senso comum, as coisas da vontade nunca são simples, o que é simples é a indecisão, a incerteza, a irresolução (j. saramago, o homem duplicado)

Escolher a dúvida como filosofia de vida, é como escolher a imobilidade como meio de transporte (y. martel, a vida de pi)

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7:38 da manhã

A indecisão, a incerteza, a irresolução também não são simples, José. E não sei se o senso comum pensa o que o saramago pensa que ele pensa. Mas duvido...


Quanto à imobilidade e ao movimento, imagino, e rio-me, que para um budista o movimento é capaz de ser apenas ilusão de movimento, pois nunca saimos do mesmo sítio...

Mais seriamente (ou menos?): quem não duvida, não escolhe, só faz. Não é que fazer sem duvidar seja condenável ou perigoso - e se for, é. Mas como diria o Augusto Abelaira provavelmente: agi, fiz, e por causa disso... perdi a oportunidade de estar noutro lado, de agir e fazer outras coisas muito mais importantes...

abraço :-)    



9:54 da manhã

João, para escolher não é necessário ter dúvidas, mas tão somente alternativas. Quem duvida não consegue escolher pois fica suspenso entre vários sins e nãos, afirmações e negações da mesma coisa. Agora, se me disser que para escolher não é necessário ter certezas (= o contrário da dúvida)concordo plenamente consigo. Mas neste caso entramos no reino do arriscar, da aventura, do jogo, se quiser. Não da dúvida. Pelo menos como eu a concebo. A dúvida suspende, imobiliza (que não é como a imobilidade dos budistas, para quem a dúvida é altamente nociva!), não permite a inscrição dos acontecimentos (José Gil dixit)...    



3:06 da tarde

Provavelmente não estamos em desacordo. É uma questão de perspectiva. De facto a dúvida pode deixar-nos imobilizados e é essa dúvida é estéril e mortal. Eu pensava na dúvida produtiva, aquela que não impede a acção mas a antecede e até pode coexistir com ela, aquela que é modéstia e consiste em saber que se arrisca, aquela que implica algum sentimento trágico da existência, aquela que opomos aos ditadores da certeza. Provavelmente o José pensava mais em termos de dúvida dúvida «religiosa»: nos tíbios que a Bíblia condena.    



3:31 da tarde

Concordo consigo, meu amigo, no que respeita à dúvida como momento preliminar e, até, contemporânea ao acto criativo, se é que percebi bem. A dúvida religiosa parece-me que é de outro cariz e não estava no horizonte deste post. Se reparar na pintura de munch, intitulada manhã, a rapariga tem um pé descalço e o outro calçado. A manhã é o dia, o mundo por descobrir e desbravar. O estar meio calçada, meio descalça dá a ideia de uma dúvida que imobiliza e não permite a exploração do que nos rodeia. Era só isso. Coisa em que estamos de acordo. QUanto aos mestres da certeza nutro a mesma antipatia que o João. Obrigado por estes comentários.    



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